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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ecoando na Vila de Amorim

Apoio aos pequenos projetos de intervenção dos agentes multiplicadores do ECA

A equipe “Crianças da Amazônia” do PSA, no final do mês de abril, realizou mais uma ação sócio-educativa nas comunidades ribeirinhas. Como ponto de partida fluvial da viagem, partimos da comunidade de Aramanaí, na Flona, atravessando o rio Tapajós em rumo a comunidade de Vila de Amorim, na RESEX, para realizar um trabalho colaborativo e de apoio aos pequenos projetos de intervenção dos agentes multiplicadores dessa comunidade. Foram dois dias - 24 e 25 de abril - de encontro com muita interatividade com uma participação de sessenta alunos entre crianças e adolescentes amorinenses.

As atividades foram realizadas embaixo do chapéu de palha batizada “Maloca do amor”, e complementava um dos planos de ação dos multiplicadores em parceria com a escola José de Melo Filho, abordando os temas geradores: Educação sexual e convivência familiar.

Na sexta-feira pela tarde, a equipe foi saudada pelos alunos e alunas, na maloquinha, na frente da comunidade, quase que sob as águas do Tapajós, por causa do período longo da cheia do rio. Lá fizemos a apresentação de todos, e iniciamos com a atividade de reconhecimento a si mesmo e de nossos espaços e das outras pessoas. Para compreender melhor essa idéia, pedimos para os meninos e meninas se separarem por sexo e formarem grupos. Cada equipe deveria desenhar o corpo humano do sexo oposto e então no final, apresentarem seus desenhos aos demais colegas.

Foi tudo muito tranquilo, todos participaram, cada equipe arranjou um lugar na praça da comunidade e depois de algumas risadas por causa dos desenhos, todos voltaram para a maloquinha. Cada equipe na menor ou maior compreensão conseguiram identificar as diferenças físicas de um corpo feminino e masculino. O interessante é que todas as crianças não se sentiram constrangidas, pelo contrário, souberam muito bem caracterizar o corpo e suas diferenças, além de usarem os nomes corretos dos órgãos genitais, de forma clara e sem desconfianças. No final da tarde, houve uma merenda coletiva oferecida pela escola e encerramos as atividades.

Na manhã de sábado, começamos com a Dinâmica do Toque, com sentido de transmitir o respeito e cuidados com seu corpo, ilustrando os limites que cada um deve ter com o corpo do outro. Depois, foi o momento das brincadeiras de campo, mas o tempo era de chuva nessa dia, por isso passamos a manhã na sede comunitária. A dinâmica, Brinquedo Encantado, chegou primeiro com uma forte energia, resgatando toda a cultura das cantigas de roda cantadas pelas crianças e adolescentes, em duas grandes rodas com as multiplicadoras do ECA. Depois dessa brincadeira, foi o momento da montagem do quebra-cabeça interativo e logo em seguida, finalizamos com o filme educativo “A vida de João”, que fala sobre direitos humanos, sexualidade, relação de gênero e preconceitos. Tivemos uma breve conversa didática e de sensibilização sobre esses temas.

O apoio da equipe do ECA do PSA, por Adriane Gama e Jacobien Nagel, contribuiu através desse encontro, para a conclusão de mais uma atividade dos planos de ação local dos agentes multiplicadores da comunidade da Vila de Amorim, que iniciou com palestras educativas continuadas realizadas mensalmente na escola. Agradecimentos as multiplicadoras do ECA, as professoras Isabel e D.que participaram do encontro, a diretora da escola, Ivânia Rodrigues, e em especial a todas as crianças e adolescentes presentes. Até mais, força ribeirinha!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Oficina de Conhecimentos Livres na Comunidade de Vila de Amorim

Neste último final de semana, de 24 a 26 de abril, aconteceu uma bonita e movimentada oficina de conhecimentos livres. Dessa vez, foi às margens do rio Tapajós, na Vila de Amorim, uma pacata comunidade ribeirinha, Santarém, Pará. Através da iniciativa das lideranças comunitárias, como a do Conselho de Segurança Comunitária e da Escola, foi articulada um encontro da comunidade com o Coletivo Puraqué, ativistas em Software Livre e solidariedade intelectual. A partir daí, como resultado dessa parceria, os oficineiros tiveram como rumo, sobre estrada e rio, para a realização das oficinas colaborativas como primeiro passo de direitos ao acesso e uso das ferramentas tecnológicas.

De Santarém, saímos de comboio com duas kombis, a do Puraqué e a do PSA. Seguimos para o município de Belterra e fomos para a comunidade de Aramanaí, de bela praias e cenário turístico. Nessa época, no entanto, como estamos em tempo de cheia na Amazônia, vimos somente barracas e árvores debaixo do rio. Tivemos que passar por uma ponte submersa até aos nossos joelhos para chegar ao barco chamado “”. E exatamente às 10:30h, começamos nossa viagem a barco, atravessando o rio Tapajós, em direção a comunidade Vila de Amorimcom um tempo de duas hora e meia. O que não faltou tempo suficiente para jogar um bom dominó e diminuir a ansiedade de chegar no local.

Ao chegar na comunidade, ao meio-dia, todos puderam vislumbrar a beleza natural e hospitaleira dos comunitários. Como já conhecia a comunidade, foi muito bom rever as queridas pessoas que moram lá e a turma do Puraqué foi muito bem recepcionado por todos. Após o almoço, fomos todos para a sede comunitária, onde todos nos aguardavam para ser realizado a cerimônia de abertura. Depois, após a apresentação da equipe e das oficinas, nos dividimos e fomos para o locais já previamente preparados para o evento. As oficinas de vídeo, gráfico e metareciclagem aconteceu na escola e a de aúdio foi ao lado da sede, local apropriado para colocar a antena da rádio. Na ocasião, também aconteceu simultaneamente, uma atividade de apoio ao projeto dos multiplicadores do ECA locais com as crianças e adolescentes.

Cada oficina trabalhou com temas bem variados, mas o conteúdo de gestão compartilhada foi feita por todos os oficineiros, pois a finalidade de cada oficina é compartilhar os conhecimentos e distribuí-los de forma solidária e intelectualmente. Na oficina de Metarec, com Dennie, Janaína e Jane foi trabalhado com o mapa mental da máquina, identificação das peças e instalação do sistema. Na de gráfico, com a Alessandra, contextualizou a história da comunicação e manipulação das ferramentas de diagramação eletrônica. No aúdio, sob a facilitação de Gama, Marcelo e Gisele, foi produzida a rádio O papagaio, com a participação dos comunitários na apresentação. Por falar neles, foi difícil colocar em pé a antena da rádio, mas com a ajuda de todos corajosos, deu tudo certo. O mais empolgante, é que o programa foi feito ao vivo e até as comunidades mais próximas, como Enseada e Cabeceira do Amorim conseguiram acompanhar a programação. Foi muito bom!

Na sala do vídeo, a criatividade rolou livremente, e após várias idéias, a turma já tinha feito uma história dramatizada sobre o alcoolismo e gravidez precoce. A partir daí, todos foram acrescentando com suas sugestões e foi criado o roteiro do filme com o título: “ Histórias de Manomel”. Um filme muito interessante que aborda as questões acima citada sem perder uma pitada de humor. E mais, nesta história, teve a participação inédita da banda Invenção, formada por um grupo de jovens músicos com sua irada bateria metareciclada. Um show a parte!

No primeira noite, aconteceu um cineclubismo muito interessante com vários filmes que foram criados nas oficinas anteriores como “Amor com amor se paga”, de relações de gênero e “Gravidez Precoce”, filme produzido pelos jovens de Belterra juntamente com os alunos suecos da escola nórdica. Adultos e crianças puderam prestigiar um pouco da rica criatividade amazônida. Na noite cultural, que aconteceu no sábado, a comunidade da Vila de Amorim puderam mostrar um pouco do talento da Banda Invenção e manisfestações artísticas locais.

No domingo, pela manhã, todas as oficinas estavam finalizando as suas atividades e seus produtos. Cada grupo fechou suas oficinas com uma avaliação e todos se dirigiram a sede comunitária. Os oficineiros chamaram suas equipes de metarec, aúdio, gráfico e vídeo e respectivamente, os comunitários e comunitárias contaram vários depóimentos sobre essa nova experiência, todos estavam eletrizados com tudo que aconteceu durante esses três dias intensos. Foi muito bom, ter vistos adultos, senhores e senhoras, adolescentes e crianças com o mesmo objetivo, a busca de conhecimentos e novas apredizagens utilizando essas ferramentas tecnológicas.

Fechamos com a entrega de um computador kit midíatico simbolizando essa nova parceria, como ponta pé inicial de continuar com essa proposta de compartilhar idéias coletivamente em busca de melhorar a qualidade de vida dos comunitários da Vila de Amorim, através do conhecimento e da solidariedade intelectual.

Foi uma experiência maravilhosa, única de interatividade que cada oficina de conhecimento livre nos permite viver por todos. Minha pessoalmente foi aplaudir e também aprender com o trabalho exaustivo, mas solidário das lideranças locais, como a Ivânia, Seu Bionor, João Paulo, D. Isabel, Jairo, grupo de jovens, enfim todos aqueles que se dedicam continuamente em prol de um coletivo de uma comunidade. E principal, ter levado comigo o meu filhote Gustavo, por ele ter vivido intensamente essa experiência de vida compartilhada que seus pais acreditam e guardar por toda sua vida, os seus novos amiguinhos. Martina, filhota da Gi, posso com certeza afirmar a mesma coisa. Jadh Gama não viajou dessa vez, mais haverá muitas oportunidades, viu filhota!

Agradecimentos a todas aos incentivadores, colaboradores de apoio logístico e da merenda que atenciosamente nos acolheram. A todos e todas oficineir@s do Coletivo Puraqué.

Esta foi mais uma realização do Projeto Puraqué e do Pontão de Cultura do Tapajós. Mais dias verdes e até mais!!!

terça-feira, 31 de março de 2009

III Oficina Intercomunitária dos Multiplicadores do ECA



Em março, aconteceu a III Oficina Intercomunitária dos Agentes Multiplicadores do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) das comunidades ribeirinhas, no Centro de Formação Chico Roque. Estavam presentes as comunidades de: Prainha, da FLONA, Cametá, de Aveiro, Boim, Surucuá, Suruacá, Vila de Amorim, Capixauã, Vista Alegre de Capixauã, Solimões, Pedra Branca e Vila Franca, da RESEX, envolvidas diretamente no programa “Crianças da Amazônia”.




As atividades que mais se destacaram foram o “Espaço Simpático”, “Diagnóstico Comunitário”, criação coletiva da cartilha “Pelos direitos de Teca e Zeca”, e do “Brinquedo Encantado”. Tivemos a presença também das conselheiras do CONDECA (Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente), as quais puderam conhecer um pouco da realidade das comunidades ribeirinhas e explanar sobre a importância dos Conselhos: Tutelar e de Direitos.




O momento mais lúdico do encontro, foi a troca de camisas aos seus “Amigos-elegantes”. No final da oficina,em uma roda, todos puderam falar um pouco das suas expectativas e retorno as suas comunidades, no intuito de se fazer planos de ações para um trabalho coletivo e no fortalecimento da rede de proteção a meninos e meninas.




Resumindo, hoje são oficialmente 177 agentes multiplicadores nas 16 comunidades. Sabemos que esse número está aumentando e cada vez mais, a palavra multiplicar significa esperança de ter uma qualidade de vida melhor e justa para suas crianças e adolescentes. A rede começa e se estende através das ações sócio-educativas locais e no trabalho voluntário dos agentes em outras comunidades mais próximas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Compromisso com as crianças de Vila Franca



Num sábado de manhã com chuva, no dia 7 de fevereiro, aconteceu o último seminário comunitário do ECA nas comunidades ribeirinhas. Para fechar essa etapa, a comunidade de Vila de Franca se apresentou com uma forte participação de suas lideranças e mostrou com muita alegria e seriedade, seu compromisso e responsabilidade com suas crianças e adolescentes.



A equipe do Programa “Pelos Direitos das Crianças da Amazônia” do PSA, (Jacobien, Elis, Karen, Pimenta e Adriane Gama) chegou à Vila Franca pelo maravilhoso rio Arapiuns, no barco Saúde e alegria, sob comando a bordo do seu Joãozinho. Chegamos pelo quintal da comunidade (frente fica no rioTapajós) e a pé, percorremos uma pequena estrada contemplando a natureza.


Na sede comunitária da RESEX, começamos nosso encontro com a disposição dos participantes e apresentação de todos. O arte-ecudador e palhaço Pimenta convidou todas as crianças para brincar e juntamente com a Karen, aluna da Escola Nórdica da Suécia, fizeram uma filmagem muito divertida sobre os direitos fundamentais do ECA.


Os participantes estavam muito envolvidos e ativos no seminário e o melhor momento, foi a hora do debate do grupo, onde as pessoas puderam esclarecer suas dúvidas e discutir um pouco sobre o ECA e o programa. Sempre intercalando com momentos de dinâmicas e brincadeiras para ter mais energia no corpo e na alma. O que foi muito importante também, foi a formação dos agentes multiplicadores do ECA na comunidade, liderada pelos jovens e adultos, fortalecendo a rede local de proteção a meninos e meninas.





À noite, no Gran Circo Mocoronga, a comunidade apresentou várias demonstrações artísticas culturais locais, como: a dança do Carimbó, paródias e a mais singela de todas, a dança do Tipiti, dançada pelas crianças e adolescentes. Os grupos temáticos do seminário também produziram suas dramatizações, músicas e poesias, mas a mãe natureza, anunciava um "toró" de chuva e finalizamos o espetáculo, agradecendo a todos e todas por sua gentileza e receptividade e pela participação alegre da comunidade de Vila Franca.



Dri acompanhada de uma mocinha chamada Elis Lucien


Na volta pela estrada, debaixo de chuva à noite, tivemos a clareza que durante essa temporada de seminários, tivemos a oportunidade de conviver e conhecer pessoas que acreditam em um futuro mais digno e justo para suas comunidades, especialmente para crianças e adolescentes. E com a dedicação e esforços dessas pessoas, conseguimos divulgar e sensibilizar os comunitários para garantir o respeito e direitos fundamentais de meninos e meninas que estão em pleno desenvolvimento, as futuras lideranças riberinhas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Potecas Infantis 2009

E segue reta final da "Mostra de Potecas Infantis Ribeirinhas", pelo programa "Pelos Direitos das Crianças Ribeirinhas, do Projeto Saúde e Alegria. Com a imaginação super criativa das crianças ribeirinhas, elas falam de suas fantasias e desejos de que todos os meninos e meninas tenham seus direitos garantidos e respeitados. E nesse sábado pela manhã, no Programa da Rede Mocoronga, na Rádio Rural saiu duas graciosas potequinhas, nas vozes dos meus queridos puraqueanos e artistas: Darlisson Duarte e Cíntia Araújo e também do "menino do rio" (carioca) Hugo Lima.

Valeu, meus queridões!! A força é nossa!


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Potocando...



Um dos momentos especiais em 2008, no programa "Pelos Direitos das Crianças Ribeirinhas", foi a hora das" Potecas Infantis Ribeirinhas", no programa Rede Mocoronga do PSA, na rádio Rural, Santarém-PA.

Com muita alegria, especialmente para o Dia das Crianças, o programa Rede mocoronga comemorou esse dia, contando três potequinhas de uma vez, com muita simplicidade e graciosidade, que surge na imaginação infinita do mundo infantil sobre os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes, como: vida, alimentação, saúde, educação, lazer, meio ambiente como também fala de amor, amizade, respeito e muita criatividade de contar sobre sua realidade, sua cultura e suas lendas.

Mas afinal de contas o que são potocas? Potocas, popularmente são anedotas, contar mentiras, criar histórias... Daí, surgiu o encontro das potocas com o ECA (Estatuto das Crianças e dos Adolescentes), onde quem escreve e inventa as histórias falando sobre os direitos essenciais das crianças, são as próprias crianças ribeirinhas. Potocas + ECA= "Potecas"

E desde o dia 11 de outubro, todos os sábados, a partir das 10:00h, na sessão "As aventuras de Teca e Zeca" teve uma temporada com várias potequinhas interessantes das comunidades ribeirinhas contadas através de dramatização na rádio-novela. No final dessa Mostra, serão selecionadas Potecas que farão parte do “Livro de Potocas infantis do ECA”.

Nesse primeiro programa, tivemos a participação muito especial da turminha do Clube do Puraquezinho do Projeto Puraqué. Fizeram muito agito nas gravações do programa e no final, deu tudo certo. Então, vamos prestigiar a segunda temporada de potecas dessa meninada potoqueira ribeirinha, a partir do dia 17 de janeiro e que se estenderá até março. Salve crianças da Amazônia!!

De crianças para crianças
Charlisson Reis, Jadh Gama, Anderson Lima e Jordão Cardoso, Turma do Puraquezinho contando as Potecas Ribeirinhas.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Circo da Alegria



Uma das artes mais divertidas e alegre é realizar o Circo Mocoronga. No programa "Pelos Direitos das Crianças Ribeirinhas", fundamental é o lúdico. Nada melhor que aprender com diversão e muita alegria. É uma festa, onde todo mundo brinca: o público, as pessoas que se fantasiam fazendo o circo e principalmente as crianças que dão show a parte.