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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Gênero e Tecnologia na Amazônia



Nos dias 13 a 15 de abril, aconteceu a oficina de Relações de Gênero e Tecnologia em 3 espaços independentes: Casa das Mulheres, Telecentro Maria Amália e Projeto Saúde e Alegria onde foram realizadas respectivamente, as oficinas de Metareciclagem, Aúdio, Gráfico e Vídeo. No ritmo elétrico dos oficineiros e oficinandos, não poderia ter sido diferente, foi muito contagiante e colaborativo.


No primeiro dia, houve a abertura cerimonial contando com a participação das representantes das mulheres dos municípios do Baixo-amazonas: Curuai, Lago Grande, Faro, Almerim, Oriximiná, Alenquer, Juruti e Santarém. Teve também a participação dos instrutores e alun@s dos Infocentros, e a turma do Puraqué, e é claro, das criançadas, filh@s dos participantes e dos oficineiros.

A partir da tarde, depois do almoço comunitário, todos os participantes se dirigiram aos locais de concentração das oficinas de conhecimentos livres e desenvolveram as atividades com teorias e práticas, não se esquecendo do princípio filosófico na Gestão Compartilhada, abordando o tema gerador: Relações de Gênero e Tecnologia.

Nesse encontro, a noite cultural aconteceu no segundo dia, foi aquela arrumação para os preparativos, Bianca Góes, promoter da festa, estava ansiosa pela comemoração. Com muitas brincadeiras de tirar o fôlego e o joelho, como o Vivo-morto e a Dança das estrelas, com diversos tipos de músicas e super dançarinos na maloca, comes e bebes, foi o destaque da noite. Até bolo de aniversário teve, com aniversariante e tudo, parabéns Jô Gama.

A oficina de gráfico, com um time de oficineiras "rosa choque", Cíntia, Alê e France, contribuíram com seus conhecimentos sobre as ferramentas de editoração eletrônica, utilizando o Gimp, Inkscape e Scribos para criar e elaborar informativos sobre conteúdos referentes a mulher na sociedade humana e seus desafios.

Na metareciclagem, sob a facilitação de Gama e Dennie, com apoio de Josiane Amorim, instrutora do Projeto Puraqué, exemplificaram comparativamente em uma dinâmica, a mulher com a máquina, e que apesar de toda complexidade de ambas, no final das contas, as duas podem ser descobertas e dismistificadas . Afinal, nós mulheres podemos sim, nos conhecer melhor por dentro e por fora e com a tecnologia, ela pode ser usada por homens e mulheres, pois só depende da oportunidade e de conhecimento. A oficina se propagou na prática, através da identificação das peças e no sistema propriamente dito.

Na casa das Mulheres, a oficina de aúdio, Marcelo e Kathellem, puderam apresentar as ferramentas do programa Audacity e Jack para produção de uma rádio. Foram sampleados e mixados vários sons para a construção e elaboração de vinhetas e músicas, entrevistas, comerciais e muita criatividade e desembaraço das participantes. Ela foram as meninas do programa ¨Cabocla¨ !

N oficina de vídeo, no PSA, os participantes foram os mais empolgados e envolvidos literalmente. A turma foi bastante ativa na criação do filme com um roteiro definido contando a vida como ela é numa hisória baseada em fatos reais de um casal muito conhecido por todos.

O nome do filme foi ¨Amor com amor se paga¨ e teve como protagonistas principais: Paulo Duarte como ¨Josefa¨ e Luciandra Sousa, como ¨Eduardo.¨ Na história também tinha a cunhada e amiga da Josefa, o filho e os amigos de Eduardo, respectivamente, Celso Xavier, David Góes, Eucimara Sousa, Dielba Dasmaceno e Alice. Sob a direção de vois que fala, o filme retrata a relação entre homem e mulher, através da inversão dos sexos opostos. É pura alegria com boas risadas, principalmente no make off.

E falando no filme, saudamos com muito carinho, a receptividade de uma colaboradora e dos seus filhotes, Arlete Sousa, por ter cedido sua casa como cenário da moradia fictícia de Josefa e Eduardo. Foi um luxo essa produção cinematográfica amazônida. Merecemos o troféu ¨Elétricus¨.

No final do encontro, todas as pessoas se reuniram novamente na Casa das Mulheres e cada oficina apresentou a sua equipe contando suas experiências e os seus produtos artísticos e tecnológicos para o público presente. Os participantes ainda compartilharam os seus mimos com os seus amig@s-elegantes e por fim, depois das considerações e encaminhamentos da equipe Puraqué, Irene Pinheiro, Presidente da AOMT-BAM fechou elegantemente a oficina de Gênero e Tecnologia com as palavras de que isso, é apenas o começo de várias jornadas de aprendizagem e conhecimentos, valorizando a nossa cultura e as relações harmoniosas entre homens e mulheres.

Agradecimentos a tod@ os participantes, a equipe Puraqué, Iara e Raildeson, fotógrafos oficiais do evento, a minha queridíssima amiga Rai e sua sobrinha Sônia, pela deliciosa comida do almoço e as mulheres mais experientes que não deixaram o preconceito chegar e partiram para o trabalho, as super esposas dos oficineiros: Pablícia e Sulany, sem deixar de lembrar dos meus amores mais queridos de mamãe: Jadh e Gustavo.

Essa foi uma realização do Pontão de Cultura do Tapajós e do Projeto Puraqué. Os parceiros colaboradores foram o PSA, Navega Pará, PRODEPA e AOMT-BAM.

Até a próxima oficina!!!

terça-feira, 31 de março de 2009

III Oficina Intercomunitária dos Multiplicadores do ECA



Em março, aconteceu a III Oficina Intercomunitária dos Agentes Multiplicadores do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) das comunidades ribeirinhas, no Centro de Formação Chico Roque. Estavam presentes as comunidades de: Prainha, da FLONA, Cametá, de Aveiro, Boim, Surucuá, Suruacá, Vila de Amorim, Capixauã, Vista Alegre de Capixauã, Solimões, Pedra Branca e Vila Franca, da RESEX, envolvidas diretamente no programa “Crianças da Amazônia”.




As atividades que mais se destacaram foram o “Espaço Simpático”, “Diagnóstico Comunitário”, criação coletiva da cartilha “Pelos direitos de Teca e Zeca”, e do “Brinquedo Encantado”. Tivemos a presença também das conselheiras do CONDECA (Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente), as quais puderam conhecer um pouco da realidade das comunidades ribeirinhas e explanar sobre a importância dos Conselhos: Tutelar e de Direitos.




O momento mais lúdico do encontro, foi a troca de camisas aos seus “Amigos-elegantes”. No final da oficina,em uma roda, todos puderam falar um pouco das suas expectativas e retorno as suas comunidades, no intuito de se fazer planos de ações para um trabalho coletivo e no fortalecimento da rede de proteção a meninos e meninas.




Resumindo, hoje são oficialmente 177 agentes multiplicadores nas 16 comunidades. Sabemos que esse número está aumentando e cada vez mais, a palavra multiplicar significa esperança de ter uma qualidade de vida melhor e justa para suas crianças e adolescentes. A rede começa e se estende através das ações sócio-educativas locais e no trabalho voluntário dos agentes em outras comunidades mais próximas.